Eu sou um outro, já dizia Rimbaud. O mundo é uma experiência individual que se consolida através da coletividade. A coletividade, por sua vez, nas mais diversas áreas do globo, se constrói — e se transforma — através da cultura. A voz expressiva do indivíduo, imersa na cultura, é arte.
O Horizonte Geral nasce desse duplo, valorizando o indivíduo através do coletivo: a paisagem somos nós, compondo, como pixels digitais, o pontilhado que modela o todo. Não há hierarquia de pensamento, obra ou talento; não há maniqueísmo entre posições, opiniões ou conceitos: cada qual é uma nau sobre um oceano de utopias particulares. Por meio do respeito, abre-se a escuta e, ao ouvir, nos nutrimos tanto do outro quanto de nós mesmos. Essa é a função da troca: alicerçar a caminhada, já que o que somos está sempre em construção.
Aqui, de braços abertos,
Lucas M. Boaventura.
